Dia
7
Bemm... hoje é o sétimo dia de ... clausura!
O non-sense já nos foge para os gestos... barramos o pão com
iogurte, queremos amordaçar filhos, enviar maridos para a conchichina...
estamos a ficar DOIDAS VARRIDAS!
Trocamos receitas e cozinhamos coisas novas numa necessidade
estranha de inovar algo num quotidiano diferente... mas porquê este súbito
incómodo com as habituais refeições?! Deve ser algo subliminar, vontade de nos
transcendermos a nós próprias ao sentirmo-nos presas. Comemos que nem
desalmadas em comportamento aditivo compensador de falta de liberdade... vamos
ficar GORDAS QUE NEM TECHUGOS!
E o vinho... ai, o vinho... valha-nos o bendito vinho! É realmente
o néctar dos deuses - escorre tépido pela garganta abaixo, aquece-nos o corpo e
o coração, solta-nos a gargalhada…vamos todas ficar BÊBEDAS!
Ou seja… o mote de clausura
neste grupo de quarentonas, refletindo após seis dias de isolamento preventivo,
com os contributos da prática quotidiana de escape de cada uma, é:
VAMOS TODAS FICAR DOIDAS VARRIDAS, GORDAS QUE NEM TECHUGOS E BÊBEDAS!
Ah, ah, ah, ah… CARPE DIEM!
(Ó PÁ...Pensei agora: mas
que raio terão as freiras na cabeça para se votarem à clausura?! Desculpem, mas
neste sétimo dia estou plenamente convencida que só podem ser destrambelhadas
da cabeça! Mesmo imbuídas de fé, e sem querer desrespeitar credos... isto não é
salutar, no verdadeiro sentido da palavra!)
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